MERCADO IMOBILIÁRIO: Atuação do governo para aquecer a economia


O Governo de Michel Temer começa a tentar medidas de incentivo para reagir o Produto Interno Bruto, que desde 2014 teve queda de PIB de 8%. Para não ter que diminuir a carga tributária, devido à falta de dinheiro, o governo tenta incentivar sem ter que gastar com isso. E o setor imobiliário é um dos escolhidos para ajudar a puxar a recuperação da economia.

Duas medidas foram anunciadas para facilitar o acesso à casa própria. São flexibilizações em regras de financiamento que ampliam o número de pessoas aptas a comprarem imóveis em condições diferenciadas. Programas que inicialmente eram voltados aos mais pobres agora também estão disponíveis para famílias de renda média.

Essas medidas beneficiam também à indústria da construção civil que com a crise econômica teve um desaquecimento do mercado imobiliário e uma queda da procura por imóveis novos. Em Santa Catarina essa queda foi bem menor do que comparado com várias cidades brasileiras. Florianópolis se manteve no preço médio do metro quadrado e na sua valorização imobiliária. As empresas do setor que possuem imóveis novos sem dono, que foram devolvidos ou não chegaram a ser vendidos levam também esse incentivo a vender essas unidades.

Entenda melhor essas duas medidas para incentivo a economia através do mercado imobiliário:

Aumento na Renda Familiar para Programa Minha Casa, Minha Vida

A última alteração no limite foi feita no início de fevereiro pelo Ministério do Planejamento de Temer. A renda das famílias aptas a participarem do programa - que oferece taxas de juros diferenciadas - aumentou 38,5%. Agora o Minha Casa, Minha Vida atende famílias com renda de até R$ 9.000 mensais.

O programa é voltado, principalmente, para imóveis novos, o que significa também um incentivo à indústria da construção civil.

Uso do FGTS

O governo também quer mais gente usando o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para comprar imóvel. Para isso, quase dobrou o valor limite do imóvel comprado. Agora, os trabalhadores podem usar o FGTS em imóveis de até R$ 1,5 milhão.

Usando o FGTS como parte do financiamento, o consumidor paga juros mais baixos do que os praticados no mercado. O financiamento faz parte do chamado SFH (Sistema Financeiro de Habitação), que oferece taxas menores por usar recursos da caderneta de poupança e do próprio FGTS.

Fonte: Sindimoveis-SC
Redator: EC2Elis Agência Digital


Comentários